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Anjo ANIEL

O anjo Aniel

Este anjo ajuda a obter vitória e ter uma vida digna. Favorece os estudos das ciências e das artes. Faz revelações sobre os segredos da natureza e inspira os filósofos durante suas meditações ou conferências informativas.
Influência: Quem nasce sob esta influência será uma celebridade que se distinguirá por seus talentos e por suas mensagens de bom astral – seu entusiasmo será transbordante. Às vezes se tornará sátiro, com idéias loucas e revolucionárias, mas tudo que expuser ao público será dignificante. Só aceitará uma oferta de trabalho ou uma melhor condição social, se estes não forem contrários às suas inspirações espirituais. Seu firme autocontrole o impedirá de ceder à tentação da acomodação. Suas mentalizações para um mundo melhor, através de orações ou meditações, favorecem a todos que têm o anjo de guarda da mesma categoria. Terá um pequeno círculo de amigos constantes e fiéis. Possibilidade de casar-se jovem, escolhendo, muitas vezes, pessoas mais velhas. Lutará pelo bem estar dos filhos, ficando triste quando eles não aproveitam as oportunidades que lhes são oferecidas. Terá muita sorte e gozará de muitos privilégios, obtendo bons resultados nos concursos, disputas públicas e literárias.
Profissionalmente: Poderá obter sucesso como comediante, ator ou em qualquer atividade relativa aos meios de comunicação.

Texto extraído dos livros Anjos Cabalísticos e A magia dos anjos cabalísticos.

– O amor não te faz arder em chamas. O nome disso é combustão instantânea. Amor é outra coisa.
– O amor não faz brotar uma nova pessoa dentro de você. O nome disso é gravidez. O amor é outra coisa.
– O amor não te deixa completamente feliz. O nome disso é Prozac. Amor é outra coisa.
– O amor não te deixa saltitante. O nome disso é Pogobol. O amor é outra coisa.
– O amor não te faz acreditar em falsas promessas. O nome disso é campanha eleitoral. O amor é outra coisa.
– O amor não te faz esquecer de tudo. O nome disso é amnésia. Amor é outra coisa.
– O amor não te faz perder a articulação das palavras de repente. O nome disso é AVC. O amor é outra coisa.
– O amor nao te faz sentir borboletas no estomago, o nome disso é fome. O amor é outra coisa.
– O amor não te deixa completamente imóvel. O nome disso é trânsito de São Paulo. O amor é outra coisa.
– O amor não te deixa molinho e manhoso. O nome disso é Rivotril. O amor é outra coisa.
– O amor não te deixa temporariamente cego. O nome disso é spray de pimenta. O amor é outra coisa.
– O amor não faz seu mundo girar sem parar. O nome disso é labirintite. O amor é outra coisa.
– O amor não te deixa sem chão, o nome disse é cratera. O amor é outra coisa.
– O amor não te deixa quente e te leva pra cama. O nome disso é dengue. O amor é outra coisa.
– O amor não retribui suas declarações. O nome disso é restituição de imposto de renda. O amor é outra coisa.
– O amor não leva teu café da manhã na cama e ainda dá na boquinha. O nome disso é enfermeira. O amor é outra coisa.
– O amor não te faz olhar pro céu e ver tudo colorido. O nome disso é queima de fogos de artifício. O amor é outra coisa.
– O amor não te faz ficar simpático e amoroso de repente. O nome disso é Natal. O amor é outra coisa.
– O amor não te liberta. O nome disso é ALVARÁ DE SOLTURA. Amor é outra coisa.
– O amor não te deixa à mercê da vontade alheia. O nome disso é Boa Noite Cinderela. O amor é outra coisa.
– O amor não te faz ver o mundo cor-de-rosa. O nome disso é baitolice. O amor é outra coisa.
– O amor não é aquela coisa brega, mas que te remexe todo. O nome disso é Banda Calypso. O amor é outra coisa.
– O amor não te dá a chance de mudar o que está diante de você. O nome disso é controle remoto. O amor é outra coisa.
– O amor não tira suas defesas. O nome disso é HIV. O amor é outra coisa.
– O amor não te pega desprevenido e te impulsiona para frente. O nome disso é topada. O amor é outra coisa.
– O amor não faz o coração bater mais rápido. O nome disso é arritmia. O amor é outra coisa.
– O amor não faz você dar suspiros. O nome disso é dia de Cosme e Damião. O amor é outra coisa.
– O amor não te faz ver tudo com outros olhos. O nome disso é transplante. O amor é outra coisa.

Marley e Eu!!

“Para um cão, você não precisa de carrões, de grandes casas ou roupas de marca. Símbolos de status não significam nada para ele. Um graveto já está ótimo.
Um cachorro não se importa se você é rico ou pobre, inteligente ou idiota, esperto ou burro. Um cão não julga os outros por sua cor, credo ou classe, mas por quem são por dentro.
Dê seu coração a ele, e ele lhe dará o dele.
É realmente muito simples, mas, mesmo assim, nós humanos, tão mais sábios e sofisticados, sempre tivemos problemas para descobrir o que realmente importa ou não. De quantas pessoas você pode falar isso? Quantas pessoas fazem você se sentir raro, puro e especial? Quantas pessoas fazem você se sentir extraordinário?”

Trecho final do filme “Marley e Eu”.

Por que as pessoas valorizam o esforço e a sedução?
 
Há conversas que nunca terminam e dúvidas que jamais desaparecem. Sobre a melhor maneira de iniciar uma relação, por exemplo. Muita gente acredita que aquilo que se ganha com facilidade se perde do mesmo jeito. Acham que as relações que exigem esforço têm mais valor. Mulheres difíceis de conquistar, homens difíceis de manter, namoros que dão trabalho – esses tendem a ser mais importantes e duradouros. Mas será verdade?

Eu suspeito que não.

Acho que somos ensinados a subestimar quem gosta de nós. Se a garota na mesa ao lado sorri em nossa direção, começamos a reparar nos seus defeitos. Se a pessoa fosse realmente bacana não me daria bola assim de graça. Se ela não resiste aos meus escassos encantos é uma mulher fácil – e mulheres fáceis não valem nada, certo? O nome disso, damas e cavalheiros, é baixa auto-estima: não entro em clube que me queira como sócio. É engraçado, mas dói.

Também somos educados para o sacrifício. Aquilo que ganhamos sem suor não tem valor. Somos uma sociedade de lutadores, não somos? Temos de nos esforçar para obter recompensas. As coisas que realmente valem a pena são obtidas à duras penas. E por aí vai. De tanto ouvir essa conversa – na escola, no esporte, no escritório – levamos seus pressupostos para a vida afetiva. Acabamos acreditando que também no terreno do afeto deveríamos ser capazes de lutar, sofrer e triunfar. Precisamos de conquistas épicas para contar no jantar de domingo. Se for fácil demais, não vale. Amor assim não tem graça, diz um amigo meu. Será mesmo?

Minha experiência sugere o contrário.

Desde a adolescência, e no transcorrer da vida adulta, todas as mulheres importantes me caíram do céu. A moça que vomitou no meu pé na festa do centro acadêmico e me levou para dormir na sala da casa dela. Casamos. A garota de olhos tristes que eu conheci na porta do cinema e meia hora depois tomava o meu sorvete. Quase casamos? A mulher cujo nome eu perguntei na lanchonete do trabalho e 24 horas depois me chamou para uma festa. A menina do interior que resolveu dançar comigo num impulso. Nenhuma delas foi seduzida, conquistada ou convencida a gostar de mim. Elas tomaram a iniciativa – ou retribuíram sem hesitar a atenção que eu dei a elas.

Toda vez que eu insisti com quem não estava interessada deu errado. Toda vez que tentei escalar o muro da indiferença foi inútil. Ou descobri que do outro lado não havia nada. Na minha experiência, amor é um território em que coragem e a iniciativa são premiadas, mas empenho, persistência e determinação nunca trouxeram resultado.

Relato essa experiência para discutir uma questão que me parece da maior gravidade: o quanto deveríamos insistir em obter a atenção de uma pessoa que não parece retribuir os nossos sentimos?

Quem está emocionalmente disponível lida com esse tipo de dilema o tempo todo. Você conhece a figura, acha bacana, liga uns dias depois e ela não atende e nem liga de volta. O que fazer? Você sai com a pessoa, acha ela o máximo, tenta um segundo encontro e ela reluta em marcar a data. Como proceder a partir daí? Você começou uma relação, está se apaixonando, mas a outra parte, um belo dia, deixa de retornar seus telefonemas. O que se faz? Você está apaixonado ou apaixonada, levou um pé na bunda e mal consegue respirar. É o caso de tentar reconquistar ou seria melhor proteger-se e ajudar o sentimento a morrer?

Todas essas situações conduzem à mesma escolha: insistir ou desistir?

Quem acha que o amor é um campo de batalha geralmente opta pela insistência. Quem acha que ele é uma ocorrência espontânea tende a escolher a desistência (embora isso pareça feio). Na prática, como não temos 100% de certeza sobre as coisas, e como não nos controlamos 100%, oscilamos entre uma e outra posição, ao sabor das circunstâncias e do tamanho do envolvimento. Mas a maioria de nós, mesmo de forma inconsciente, traça um limite para o quanto se empenhar (ou rastejar) num caso desses. Quem não tem limites sofre além da conta – e frequentemente faz papel de bobo, com resultados pífios.

Uma das minhas teorias favoritas é que mesmo que a pessoa ceda a um assédio longo e custoso a relação estará envenenada. Pela simples razão de que ninguém é esnobado por muito tempo ou de forma muito ostensiva sem desenvolver ressentimentos. E ressentimentos não se dissipam. Eles ficam e cobram um preço. Cedo ou tarde a conta chega. E o tipo de personalidade que insiste demais numa conquista pode estar movida por motivos errados: o interesse é pela pessoa ou pela dificuldade? É um caso de amor ou de amor próprio?

Ser amado de graça, por outro lado, não tem preço. É a homenagem mais bacana que uma pessoa pode nos fazer. Você está ali, na vida (no trabalho, na balada, nas férias, no churrasco, na casa do amigo) e a pessoa simplesmente gosta de você. Ou você se aproxima com uma conversa fiada e ela recebe esse gesto de braços abertos. O que pode ser melhor do que isso? O que pode ser melhor do que ser gostado por aquilo que se é – sem truques, sem jogos de sedução, sem premeditações? Neste momento eu não consigo me lembrar de nada.

 

IVAN MARTINS
É editor-executivo de ÉPOCA

A águia empurrou gentilmente os filhotes para a beira do ninho. Seu coração trepidava com emoções conflitantes enquanto sentia a resistência deles. “Por que será que a emoção de voar precisa começar com o medo de cair?”, pensou. Essa pergunta eterna ainda estava sem resposta para ela. Como na tradição da espécie, seu ninho localizava-se no alto de uma saliência num rochedo escarpado. Abaixo havia somente o ar para suportar as asas de cada um de seus filhotes. “Será possível que, dessa vez, não dará certo?”, pensou. A despeito de seus medos, a águia sabia que era tempo. Sua missão materna estava praticamente terminando. Restava uma última tarefa: o empurrão. A águia reuniu coragem através de uma sabedoria inata. Enquanto os filhotes não descobrissem suas asas, não haveria objetivo em suas vidas. Enquanto não aprendessem a voar, não compreenderiam o privilégio de ter nascido águia. O empurrão era o maior presente que a águia-mãe tinha para lhes dar. Era seu supremo ato de amor. E por isso, um a um, ela os empurrou, e eles voaram!

Fonte: Livro “Até as Águia Precisam de um Empurrão” de David McNally