Feeds:
Posts
Comentários

Archive for agosto \29\UTC 2010

A Gravidez de um Pai

A gravidez de um pai não se dá nas entranhas, mas fora delas.
Ela se dá primeiro no coração, onde o sentimento de paternidade é gerado.
Um desejo de ser e de se ver prolongado em outra vida, que seja parte de si mesmo, mas com vida própria. Imagino que deve ser frustrante a princípio.
Durante toda a espera, um pai é um pai sem experimentar o gosto de ser, sem os inconvenientes de uma gravidez, mas também sem as lindas emoções que tanto mexem com a gente.

E quando ele sente pela primeira vez a vida que ajudou a gerar, tudo toma outra forma.
Ele sente um chute e se diz já que este será um grande jogador de futebol.
E muitas vezes se surpreende e se maravilha quando vê uma princesinha que sabe chutar tão bem.
Mas tanto faz. Está ali um sonho que se torna palpável.

E um parto de um pai se dá quando ele pega pela primeira vez sua criança nos braços, quando ele se vê em características naquele serzinho tão miudinho que nem se dá conta ainda que veio ao mundo e que se tornou o mundo de alguém. E os sentimentos e emoções se atropelam dentro dele. E ele sente que, à partir desse instante, a vida nunca mais será a mesma.
E ele precisa olhar dez, cem, mil vezes para acreditar que tudo não passa de um sonho.
E geralmente há um enorme sentimento de orgulho que toma posse dele.

Assim se forma um pai. Pronto para ensinar tudo o que aprendeu da vida, um dia ele descobre que não sabe realmente muito, que na verdade aprende a cada instante.
Diante da sua criança ele se torna um adulto vulnerável e acessível.
E vai gerando, pouquinho a pouquinho, dentro de si mesmo, a arte de se tornar um pai.

Este texto é dedicado a minha filha GIOVANNA que hoje faz cinco aninhos… A neguinha mais linda do mundo…. TE AMO


Read Full Post »

Do quer realmente devemos ter medo.

O maior medo seria viver só e não ter consciência pra receber uma vida nova e não ter paz pra despedir da antiga. Medo de sentar pra almoçar sozinho, jantar sozinho, e se esforçar pra não provocar compaixão do garçom. Medo em ajudar as pessoas porque não sei me ajudar. É acordar em minha cama de casal desperdiçando tempo e espaço, sem conseguir voltar a adormecer. Medo pela necessidade de ligar a TV enquanto tomo banho, de conversar com o radio enquanto caminho pra casa. Medo de enfrentar um fim de semana sozinho depois de ouvir os programas de meus colegas de serviço. É gostar da segunda feira e me manter calado para não parecer estranho e anti-social. Medo de não conseguir acabar um refrigerante sozinho ou parar um filme pela metade por tédio e mesmo assim permanecer sem ter algo pra fazer. É ser indeciso ate ao tentar comprar um presente pra mim. Medo de escutar uma musica, entender, admirar a letra e faltar uma companhia pra concordar comigo. Medo de que a metade do rosto que consigo tocar com uma mão, seja convencido a partir com a metade do rosto que não alcanço. Medo de ter que escrever pra não pensar. Posso vir a não conquistar tudo que sonho e desejo pra minha vida, mas sei muito bem do que não quero pra ela, e os motivos desses medos são coisas que não quero, não fazem e não farão parte da minha vida.

Read Full Post »

Pelo retrovisor enxergamos tudo ao contrário.

Letras, lados, lestes , o relógio de pulso pula de uma mão para outra e na verdade… nada muda.

A criança que me pediu dez centavos é um homem de idade no meu retrovisor.

A menina debruçando favores toda suja é mãe de filhos que não conhece , vendeu-os por açúcar ,prendas de quermesse.

A placa do carro da frente se inverte quando passo por ele e nesse tráfego acelero o que posso acho que não ultrapasso e quando o faço nem noto,  o farol fecha…

Outras flores e carros surgem em meu retrovisor , retrovisor é passado,  é de vez em quando… do meu lado, nunca é na frente

É o segundo mais tarde… próximo… seguinte é o que passou e muitas vezes ninguém viu .

Retrovisor nos mostra o que ficou; o que partiu.

O que agora só ficou no pensamento, retrovisor é mesmice em dia de trânsito lento.

Retrovisor mostra meus olhos com lembranças mal resolvidas.

Mostra as ruas que escolhi… calçadas e avenidas,  deixa explícito que se vou pra frente coisas ficam para trás.

A gente só nunca sabe… que coisas são essas

“O TEATRO MÁGICO”

Read Full Post »

Procura-se!!!

Quando buscamos alguém não um relacionamento propriamente dito, mas um amigo, uma amiga, no fundo nos queremos alguém que seja companheira, que corra sentimentos na veia e que pulse um coração de verdade. Alguém que saiba conversar e nos fazer calar e sobretudo, possa ouvir. Que goste do mundo e todos seus componentes, o sol, os sons… o vento. Que tenha um amor, pode ser um amor por alguém, ou ao menos venha sentir falta por não ter esse amor. Compreender as razões de sua dor ou da outra dor. Onde um segredo não seja um sacrifício e sim um prazer…

Não precisa ser perfeita, mas é imprescindível que tenha defeitos. Que já deva ter sido enganada, pois todo mundo que se preze já foi enganado. Não deve ter só pureza, nem totalmente impura, mas que não venha a ser vulgar. Deve ter uma meta, um sonho, um ideal e principalmente medo de perde-lo, se não o tiver, deve ter consigo um buraco, um vazio por não ter o porque lutar. Seu grande objetivo deve ser o de ser amigo. Deve compreender a tristeza e o vazio de um solitário. Devo gostar de criança, ver nela e levar pra ela toda a experiência que tem e a alegria que ainda não pode alcançar.

Uma amiga que seja cúmplice, companheira, AMIGA, e que se comova principalmente quando as grandes frases forem ditas no silencio de um abraço. Que saiba conversar de coisas simples, que para o outro é gigante.  Uma amiga que viva não apenas pela beleza que a vida pode ter, mas por quão belo se torna a vida por ter esse amigo. Alguém pra recostar no ombro sorrindo ou chorando, é ouvir dizer.. sou sua AMIGA e estou aqui!!!!

Read Full Post »

Aproxime-se mais.

Tente sentir do que um abraço é capaz.

Quando bem apertado, ele ampara tristezas, sustenta lágrimas, combate incertezas, põe a nostalgia de lado.
É até capaz de amenizar o medo.
Se for cheio de ternura, ele guarda segredos, e jura cumplicidade.
Um abraço amigo de verdade divide alegrias e se apraz em comemorações.

Abraços são pequenas orações de fé, de força e energia.

Olhe para o lado: -há sempre alguém que quer ser abraçado e não tem coragem de dizer.

Enlace-o.

O pior que pode acontecer é ganhar de volta um sorriso de carinho, ou, quem sabe, uma palavra sincera.
Você vai descobrir que ninguém está sozinho e que a vida pode ser um eterno céu de primavera…

SOU FÃ NUMERO UM DO ABRAÇO

Read Full Post »

Lendo e analisando minha própria vida sobre a tal felicidade,  eu conclui que é uma luta surreal, pois não existe essa felicidade plena, sempre estamos buscando algo, lutando por algo,  assim como a tristeza que não buscamos diretamente faz parte e também é importante na nossa vida (no ultimo post falei sobre essa tristeza permitida).

Com isso ter uma vida interessante é o caminho certo, e buscar esse tipo de vida e que faz com que a vida nada (aff) mas nada fácil que levo,  seja interessante e valiosa.  Pois nada vem de graça, é tudo com muita luta, e é justamente essa luta eterna que da sentido e torna a vida interessante.  Pra ter essa luta é preciso em muitos momentos  ter coragem, medo, rir de mim mesmo, chorar das minhas atitudes, das coisas ruins que mantive, das maravilhosas que perdi, dos erros que cometi e não foi me dado a oportunidade de corrigir, de sentimentos, alegrias, frustrações e desejos que tive de demonstrar e principalmente reprimir.  Hoje consigo ver que mesmo que as lagrimas venham insistir em rolar, elas rolam justamente para que a gente se mova, saia do lugar, que lute pra tornar a vida, o momento interessante, pois é vivendo que se aprende, e como sou um eterno aprendiz, sei que vou e tenho ainda muito a aprender e viver.

E isso torna minha vida interessante????

CLARO!!!! Pois vou me conhecendo, me descobrindo a cada dia, minhas alegrias, meus defeitos, minhas fraquezas, meus fracassos é o mais importante é saber que eu valho todo esse sacrifício, pois eu mais do que ninguém sei o meu valor, sei que tenho grandes qualidades e que ainda vou errar muito, pois to longe de ser infalível e nem pretendo ser, pois é errando que me torno uma pessoa melhor. O interessante é saber e perceber o significado do tempo, e que se ele deixar fazer acontecer, é minha obrigação fazer valer a pena.

Posso ate não esta certo quanto a resposta que vou dar pra pergunta feita no titulo do post, mas por tudo que a vida me proporcionou, por onde ainda quero e vou chegar, ter uma vida interessante pra mim já ta de bom tamanho e com isso  sendo interessante a felicidade é conseqüência.

Read Full Post »

Tem texto que parecem se encaixar perfeitamente com alguns momentos que passamos,  recebi esse texto ontem, pra mim PERFEITO..

“Se eu disse pra você que hoje acordei triste, que foi difícil sair da cama, mesmo sabendo que o sol estava se exibindo lá fora e o céu convidava para a farra de viver, mesmo sabendo que havia muitas providências a tomar, acordei triste e tive preguiça de cumprir os rituais que normalmente faço sem nem prestar atenção no que estou sentindo, como tomar banho colocar uma roupa, ir pro computador, sair para compras e reuniões – se eu disse que foi assim, o que você me diz?
Se eu lhe disser que hoje não foi um dia como os outros, que não encontrei energia nem para sentir culpa pela minha letargia, que hoje levantei devagar e tarde e que não tive vontade de nada, você vai reagir como?
Você vai dizer “te anima” e me recomendar um antidepressivo ou vai dizer que tem gente vivendo coisas muito mais graves do eu (mesmo desconhecendo a razão da minha tristeza), vai dizer para eu colocar uma roupa leve, ouvir uma música revigorante e voltar a ser aquela pessoa que sempre fui, velha de guerra.
Você vai fazer isso porque gosta de mim, mas também porque é mais um que não tolera a tristeza: nem a minha, nem a sua, nem a de ninguém. Tristeza é considerada uma anomalia do humor, uma doença contagiosa, que é melhor eliminar desde o primeiro sintoma. Não sorriu hoje? Medicamento. Sentiu vontade de chorar à toa? Gravíssimo, telefone já para o seu psiquiatra.
A verdade é que eu não acordei triste hoje, nem mesmo com uma suave melancolia, está tudo normal. Mas quando fico triste é comum, é um sentimento tão legítimo quanto a alergia, é um registro da nossa sensibilidade, que ora gargalha em grupo, ora busca o silêncio e a solidão. Estar triste não é estar deprimido.
Depressão é coisa muito mais séria, contínua e complexa. Estar triste é estar atento a si próprio, é estar desapontado com alguém, com vários ou com si mesmo, é estar um pouco cansado de certas repetições, é descobrir-se frágil num dia qualquer, sem uma razão aparente – as razões têm essa mania de serem discretas.
“Eu não sei o que meu corpo abriga/ nestas noites quentes de verão/ e não importa que mil raios partam/ qualquer sentido vago de razão/ eu ando tão down …”. Lembra da música? Cazuza ainda dizia lá no meio dos versos, que pega mal sofrer. Pois é, pega. Melhor sair pra balada, melhor forçar um sorriso, melhor dizer que está tudo bem, melhor desamarrar a cara. Não quero te ver triste assim”, sussurrava Roberto Carlos em meio a outra música. Todos cantam a tristeza, mas poucos a enfrentam de fato. Os esforços não são para compreende-la, e sim para disfarça-la, sufoca-la, ela que, humilde, só quer usufruir do seu direito de existir, de assegurar o seu espaço nesta sociedade que exalta apenas o oba-oba e a verborragia, e que desconfia de quem esta calado demais. Claro que é melhor ser alegre que ser triste (agora é Vinicius), mas melhor mesmo é ninguém privar você de sentir o que for. Em tempo na maioria das vezes, é a gente mesmo que não se permite estar alguns degraus abaixo da euforia.
Tem dias que não estamos pra samba, pra rock, pra hip-hop, e nem por isso devemos buscar pílulas mágicas para camuflar nossa introspecção, nem aceitar convites para festas em que nada temos para brindar. Que nos deixem quietos, que quietude é armazenamento de força e sabedoria, daqui a pouco a gente volta, a gente sempre volta, anunciando o fim de mais dor – até que venha a próxima, normais que somos.”

Martha Medeiros

Read Full Post »

Older Posts »